Haverá pestes em vários lugares

0 73

Ao longo da História, as epidemias provocaram mais mortes do que todas as guerras. Nos países industrializados, os problemas cardíacos e o câncer formam uma dupla campeã na causa de mortalidade, devido aos hábitos e, ironicamente, à longevidade conquistada pelo homem moderno. Pois, essas doenças degenerativas precisam de um tempo maior para se desenvolver. Até o início deste século, as pessoas costumavam morrer antes desse prazo, infectadas por parasitos de toda espécie. Contudo, apesar de provocarem um menor número de vítimas hoje em dia, as doenças infecciosas continuam a atemorizar, talvez por serem as únicas transmissíveis de uma pessoa para outra.

A compreensão das infecções começou a avançar a partir de 1348, quando estourou a chamada Peste Negra na Europa. Foi uma dura lição: em apenas dois anos, morreu de peste um quarto da população do continente, estimada em 102 milhões de habitantes. Naqueles tempos, acreditava-se que até o olhar de um doente podia contaminar alguém.

Entre os séculos XIV e XVIII ocorreram nada menos que dez pandemias, ou seja, a doença se espalhou pelo mundo inteiro. Ao primeiro sinal da peste nas cidades, os ricos escapavam para o campo e eram, geralmente seguidos pelos médicos, que precisavam de pacientes endinheirados para pagar por seus serviços. Algumas doenças como a sífilis, dentre outras, fizeram longas trajetórias, acompanhando o homem em suas conquistas marcando a Idade Moderna com a eclosão simultânea de diversas epidemias. Estima-se, por exemplo, que entre os séculos XVI e XVII, na Inglaterra, nove em cada dez mortes eram por doenças infecciosas. Pois, nessa época, ali existiam ao mesmo tempo epidemias de sarampo, cólera, varíola, peste bubônica, sífilis, lepra e tuberculose, era mesmo difícil sair imune.

O século XX ficou marcado pelo descobrimento do vírus da AIDS que em vinte cinco anos infectou mais de 40 milhões de pessoas, e apesar do controle por meio dos coquetéis, a doença ainda é uma incógnita para a ciência.  Hoje o mundo está vivendo em um clima de medo e incertezas, diante do surgimento de mais um vírus, “Influenza A”, chamado de H1N1, responsável por provocar uma doença respiratória que ficou conhecida como Gripe Suína. Ele se distingue dos demais tipos de Gripe, pelo fato de ser diferente do H1N1 totalmente humano que circula nos últimos anos, pois, contém material genético dos vírus humanos, de aves e suínos, incluindo elementos de vírus suínos da Europa e da Ásia.

No entanto, a despeito do sofrimento das pessoas envolvidas com esses dados, uma verdade a muito desprezada se fortalece, a Bíblia Sagrada é a palavra de Deus para a humanidade. Apesar da descrença da comunidade científica, a mais de dois anos atrás, Jesus, o Filho de Deus, em seu sermão profético de Mateus 24, ao alistar uma série de sinais que antecederia o seu retorno, destacou o crescimento das pragas ou pestes que afetariam a humanidade. Isto evidentemente, não se trata de um castigo direto de Deus sobre a raça humana, mas, uma consequencia das atitudes praticadas pelo homem moderno, que desafia as leis naturais com a manipulação genética, e decreta sua própria falência ao descartar existência e supremacia da inteligência Divina.

Um fato não pode ser negado, quanto mais o ser humano, procura ridicularizar as escrituras sagradas negando sua veracidade com suas teorias, ela se mostra infalível ao desvelar os acontecimentos dos últimos dias, e como afirmou o próprio Jesus: “Errais por não conhecer as escrituras e nem o poder de Deus” e nos alerta “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz as Igrejas”.

* É Ministro do Evangelho; Bacharel em Teologia pelo Instituto Bíblico das Assembléia de Deus – SP, e acadêmico de Pedagogia no IESAP-AP. theologando@hotmail.com

Comentários
Carregando...