O Papel da Igreja Cristã diante da Atual Crise Ambiental

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A sociedade contemporânea tem se mobilizado nessas últimas décadas em favor de uma causa: “a preservação ambiental”. Que diante das atuais circunstâncias, se tornara item de prioridade máxima, devido, aos claros sinais apresentados, que demonstram a agonia do planeta por conta dos maus tratos recebido pelo meio ambiente. Temos como conseqüência imediata, às catástrofes naturais e fenômenos metereológicos, manifestados principalmente através do aquecimento global que se dá devido ao aumento da concentração de calor na atmosfera, e que fatalmente desencadeará inúmeras situações de risco para a permanência da vida na Terra.

Ao vislumbramos esse quadro, surgem diversas perguntas, dentre elas: Qual o papel da Igreja Cristã diante da atual crise ambiental? Existe algo que possamos fazer para colaborar com o bem estar natural do planeta? Para essas perguntas evidentemente surgem muitas respostas. A primeira delas se demonstra totalmente simplista, e diz que: “Não podemos interferir nesse processo, pois, tudo isso faz parte do calendário escatológico que antecede o fim de todas as coisas”. Como segunda resposta, temos aqueles que “se dizem muito ocupados com a expansão do reino de Deus, não possuindo nenhuma disponibilidade para se envolverem com causas ambientais”, e por fim, “aqueles que advogam uma participação efetiva da Igreja”.

Quando analisamos a primeira resposta podemos constatar que é muito cômodo para nós cristãos, nos escondermos atrás de desculpas teologicamente mal formuladas, que contrariam os princípios bíblicos da mordomia cristã. Isso porque, desde o Jardim do Éden o Senhor entregou ao homem a responsabilidade de cuidar dos recursos naturais que lhe seriam um meio de subsistência (Gn. 1.28-30; 2.15). No episódio do dilúvio, novamente vemos o homem recebendo de Deus ordens para a preservação das espécies humana e animal (Gn. 6.13-22). Em outro momento da história humana, ELE instituiu através da Lei de Moisés, artigos como, “a Lei do ano Sabático” (Êx. 23.10-13) que ordenava ao homem plantar por seis anos, e deixar a terra descansar no sétimo, visando orientar o ser humano quanto à utilização e preservação dos recursos naturais.

Portanto, ainda que o calendário escatológico seja uma realidade Bíblica e devamos nos empenhar na expansão do reino de Deus, isso, não nos abstrai de nossas responsabilidades sociais, pois, como residentes terrenos, somos mordomos de tudo aquilo que Deus criou. A Igreja como um núcleo formador de opiniões, pode contribuir com esta causa, através de medidas simples, que não a desvie de suas tarefas primordiais, de modo que, como instituição, pode atuar na conscientização dos seus membros e da população em geral, quanto ao uso correto dos recursos naturais; realizando campanhas de orientação acerca da separação e coleta de lixo; e principalmente, desenvolvendo trabalhos de re-educação que promovam hábitos saudáveis que beneficie o meio ambiente. Ou seja, o papel primordial da Igreja, é ser agência promotora de uma nova consciência ambiental, a começar pela sua membresia – que também contribui para a degradação do meio ambiente e desperdício dos recursos naturais – orientando-os na prática de atitudes simples, porém, significativas, tais como: não deixar a torneira aberta enquanto faz sua higiene pessoal; evitar o desperdício de água ao esfregar a calçada ou lavar o carro; economizar luz elétrica mantendo luzes desnecessárias sempre apagadas; não jogar lixo nas encostas ou bueiros; ou ainda, instruir as crianças a colocarem o lixo em receptáculo apropriado, ao invés de o jogarem no chão.

 Essas pequenas medidas, além de outras, se praticadas ao menos pelos cristãos brasileiros, proporcionarão uma diminuição considerável na quantidade de recursos desperdiçados, ajudando na preservação do meio ambiente, além de nos levar a execução do nosso papel de Sal e Luz deste mundo, sendo um verdadeiro exemplo de Cristo para a sociedade na qual estamos inseridos.

* É Ministro do Evangelho; Bacharel em Teologia pelo Instituto Bíblico das Assembléia de Deus – SP, e acadêmico de Pedagogia no IESAP-AP. theologando@hotmail.com

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