Duas Nações, uma guerra: a dispersão dos povos primitivos

A escolha feita pelo ser humano no jardim do Éden, rendeu-lhe consequências infindas, tornando-o mortal, sujeito as ações do tempo,  da dor, do sofrimento, e principalmente, conhecedor e praticante do mal. O pecado por ele cometido, o impediu de possuir comunhão contínua com o seu criador, resultando em sua expulsão do ambiente criado para a sua sobrevivência.

Assim, a misericórdia do Deus amoroso falou mais alto, colocando em prática o plano da Redenção humana. O seu cumprimento, iniciava com instituição de uma  promessa, que falava acerca do nascimento da Semente da mulher, Ele viria para restaurar a condição humana, e destruir satanás, a antiga serpente. Para que sua execução fosse possível, o Senhor haveria de escolher uma família que fosse responsável pela manutenção da descendência pura, de onde nasceria o Salvador. Adão e Eva tiveram os seus primeiros filhos, Caim o primogênito, constituiu-se Pai da primeira civilização registrada pelas escrituras bíblicas, todavia, era um povo que excluía a Deus do seu viver cotidiano. Abel, em quem inicialmente poderia está depositada a esperança dessa linhagem, foi morto, motivado pela inveja de seu irmão mais velho. Parecia que satanás estava prestes a vencer pela força bruta, mas, Deus levantou a Sete em lugar de Abel, para perpetuar a descendência do Messias.

Entretanto, uma decisão equivocada contaminou a geração escolhida, pois, os filhos de Sete, se casaram com as filhas de Caim, nascendo os habitante da sociedade antediluviana. Nesse período houve um crescimento considerável da prática do mal degenerando as premissas espirituais estabelecidas no plano original. Porém, as esperanças ressurgiram com o nascimento de Noé, um homem “justo” e “reto” descendente de Lameque, que não se contaminou com os casamentos mistos. Noé tornou-se alvo divino para o estabelecimento de um novo tempo, foi o instrumento utilizado por Deus para a preservação da raça humana, num momento em que o juízo tornara-se indispensável para erradicar a maldade que se propagava entre as pessoas. O Dilúvio (grande chuva) foi o meio utilizado na execução do juízo, a Arca um símbolo da misericórdia que garantia a permanencia da vida terrena.

Com a diminuição das águas sobre o solo terrestre, o Profeta (Noé), reiterou sua Aliança com o Criador, tornando-se o tronco de onde emergiram os três brotos formadores das civilizações primitivas, que popularam e ocuparam o espaço territorial do Mundo Antigo. De suas entranhas vieram Sem, Cão e Jafé que foram os responsáveis pela propagação da raça. Os descendentes de Cão radicaram-se na Palestina, povoando as terras meridionais: Egito, Etiópia e Arábia; os descendentes de Jafé ocuparam a Ásia Menor e as ilhas do Mediterrâneo, formando grupos como: os celtas, citas, medos, persas e gregos; os descendentes de Sem deram origem as nações semitas (elamitas, assírios, arameus e os antepassados dos hebreus) estabelecendo-se na Ásia, desde as praias do Mar Mediterrâneo até o Oceano Índico, ocupando a maior parte do terreno entre Jafé e Cão. Dos três filhos de Noé o Senhor escolheu a descendência de Sem para o cumprimento da promessa inicial, de modo que, Sem gerou Héber, de onde surgiu o termo “hebreu”, este foi o responsável pela linhagem que gerou a Abraão “o Pai de muitas nações”.

Nesse ponto do desenvolvimento histórico, observamos que no passado distante, os hebreus primitivos habitaram em boa parte do espaço geográfico que hoje é fruto da discórdia, entre Árabes e Judeus. Apesar disso não resolver completamente a questão conflituosa, porém, estabelece algumas diretrizes fundamentais para os esclarecimentos que circundam a origem desses povos, descendentes de uma mesma matriz geradora como veremos posteriormente.

* É Ministro do Evangelho; Bacharel em Teologia pelo Instituto Bíblico das Assembleia de Deus – SP, e acadêmico de Pedagogia no IESAP-AP. theologando@hotmail.com

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